15 de março de 2021

Dons e desafios únicos das mulheres autistas

Sandra Paro
Quando falamos sobre autismo, lembramos dos assustadores dados de diagnósticos crescentes. Além de dados sobre a prevalência do autismo no mundo todo, temos evidências que nos apontam uma maior ocorrência em meninos. 

Primeiramente, a maior ocorrência em meninos é de fato um dado e devido a isso muitos profissionais foram treinados para reconhecer clinicamente o autismo leve em meninos de modo mais evidente. O que nos leva a outro ponto; mulheres com autismo leve, essas, além de receberem diagnósticos incorretos, têm menos probabilidade de serem diagnosticadas.

Deixamos aqui muito clara a ideia de que as características do espectro não diferem entre os gêneros, mas podem apresentar-se de formas únicas nos indivíduos.
Apontar semelhanças, portanto, não as torna iguais, mas podem ajudá-las a identificar e entender habilidades comuns, dificuldades frequentes.
É comum ouvir nos relatos de mulheres autistas que escolhem ter poucos amigos ou apresentam um interesse específico por algum tema ou área. Isso parece nos muito natural aos indivíduos, diagnosticados ou não. 

A autenticidade também pode ser um forte nessas beldades. Pode se apresentar de várias maneiras: ao se comunicar, ao se vestir, por exemplo: ao preferir usar roupas confortáveis e práticas (principalmente se forem sensíveis a texturas); ou numa situação de não esconder sua opinião em público, mesmo que isso pareça inadequado. São donas de si e isso é lindo! Em geral descrevem-se como ansiosas, mas… que mulher não o é? E apesar da sua idade muitas vezes vai ser considerada como imatura, ou justiceira.

Mostrar lados diferentes da sua personalidade em ambientes diferentes poderá ocorrer, é a vida! São as regras do jogo! Podem sentir-se nervosas em ambientes em que sua participação social é solicitada, quem nunca? E podem apresentar apego em rotinas e rituais. Os interesses das mulheres com autismo podem ser intensos e seguir diferentes conjuntos de temas.  Uma pesquisa revelou que elas têm um grande interesse por literatura, artes, animais, ativismo ambiental e temas que se relacionam com esses.

Ah, e é claro, com o tempo os interesses vão mudando, como tudo na vida! Simon Baron- Cohen e Sally Wheelwrigh, têm um estudo e nele relataram que “as mulheres têm mais probabilidade de desfrutar de amizades íntimas e empáticas de apoio, de gostar e se interessar pelas pessoas; para desfrutar da interação com os outros para seu próprio bem; e considerar as amizades importantes”.

Mulheres com autismo leve podem sentir mais dificuldades em fazer amizades porque os relacionamentos femininos são frequentemente baseados em trocas emocionais e sociais diferenciadas. 

Elas vivem em todos os países, são de diversas culturas, apresentam desafios para viver em sociedade como qualquer mulher, seus dons as tornam ativistas, especialistas, artistas, mães e tudo mais o que elas desejarem.

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Sobre o(a) autor(a)
Sandra Paro

Sandra Paro

Sandra Paro é mãe, professora, estudiosa, idealizadora da ABA+, analista do comportamento, consultora de recursos terapêuticos, corajosa, disciplinada e ensaísta para o ABA+
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