23 de março de 2021

Um dia celebraremos

Um dia celebraremos
Cris Alves

21 de março é o Dia Internacional da Infância e o objetivo é refletir sobre as condições em que vivem crianças do mundo inteiro e assim garantir que elas tenham assegurados direitos e oportunidades para se desenvolverem plenamente. Qualquer reflexão nesse sentido, nos leva a constatar que embora a situação tenha melhorado, e as crianças não sejam mais tratadas como “adultos em miniatura”, ainda há muito a ser feito para que essa data seja apenas de celebração.

Segundo o relatório Changing Lives in Our Lifetime, divulgado pela organização da sociedade civil Save the Children, os países que mais protegem as crianças são Singapura, Suécia, Finlândia, Noruega e Eslovênia. As nações africanas são as que oferecem as situações mais precárias. Já o Brasil, no ranking de 176 nações, está em 99º lugar no item proteção à infância. Então estamos distantes das duas realidades?

Não estamos. No Brasil, há um abismo de direitos e oportunidades que aproxima crianças brasileiras tanto dos países da Ásia e da Europa como da África. A verificação pode ser feita nas ruas com crianças acompanhadas ou não, vivendo de pequenos serviços ou de doações, sem qualquer rotina de alimentação, estudo e lazer. Certamente serão formadas para reproduzirem situações de abandono, de violência e de servidão. O outro lado pode ser identificado, em casas, escolas, parques onde vivem as crianças amparadas econômica e socialmente. Essas, apesar dos privilégios, não estão resguardadas dos entraves sociais e das limitações psicológicas e éticas de seus tutores.

Estamos então diante uma situação complexa que requer políticas públicas urgentes, mesmo sabendo que elas demandam tempo e dependem da adesão de diferentes segmentos da sociedade. Para o momento, mude o olhar para a criança, tendo ou não uma relação de afeto com ela, não a trate como propriedade, ou objeto de pouco valor, e sim como cidadã, capaz de incorporar e de também produzir comportamentos sociais a partir de percepções próprias. Isso sem esquecer das fragilidades que devem ser acolhidas e das habilidades que precisam ser estimuladas.

Se for preciso, recorra a documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Constituição brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente e se deparará com termos como “cuidados e assistência especiais”, “proteção social”, “absoluta prioridade”, “salvos de negligência, exploração e discriminação” e “meios para o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade”. Esses além de esclarecedores são bons norteadores. Leia, analise, divulgue e execute.

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Cris Alves

Cris Alves é filha, mãe, professora encantadora de pequenos escritores, indignada, empenhada, multifacetada e articulista para o ABA+ É muita inteligência afetiva!
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